{"id":6051,"date":"2013-11-20T08:18:56","date_gmt":"2013-11-20T11:18:56","guid":{"rendered":"http:\/\/www.lorena.sp.gov.br\/?p=6051"},"modified":"2013-11-20T08:23:30","modified_gmt":"2013-11-20T11:23:30","slug":"consciencia-coletiva-entender-nossa-historia-e-compreender-o-que-somos-e-o-que-seremos","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.lorena.sp.gov.br\/wordpress\/index.php\/2013\/11\/20\/consciencia-coletiva-entender-nossa-historia-e-compreender-o-que-somos-e-o-que-seremos\/","title":{"rendered":"Consci\u00eancia coletiva: entender nossa hist\u00f3ria \u00e9 compreender o que somos e o que seremos"},"content":{"rendered":"<p>Nossa cidade fez parte de um contexto econ\u00f4mico e social algumas dezenas de d\u00e9cadas atr\u00e1s que nos insere na hist\u00f3ria do negro em nosso pa\u00eds. <\/p>\n<p>Na semana em que se comemora o Dia da Consci\u00eancia Negra, mais do que censurar insinua\u00e7\u00f5es ou a\u00e7\u00f5es racistas ou preconceituosas, o Poder P\u00fablico em Lorena alerta, explica e estende a miss\u00e3o de banir esse tipo de crime para toda a sociedade.<\/p>\n<p>A verdadeira conscientiza\u00e7\u00e3o \u00e9 basicamente entender que somos todos iguais, independentemente da cor de nossa pele, e, como indiv\u00edduos, devemos ser respeitados por nossa origem, manifesta\u00e7\u00f5es sociais, religiosidade, posi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, conduta de vida e outros aspectos de conv\u00edvio social. \u00c9 tamb\u00e9m procurar entender que n\u00e3o pode ser admiss\u00edvel a subjuga\u00e7\u00e3o de um povo por outro, ainda mais em uma na\u00e7\u00e3o cuja forma\u00e7\u00e3o miscigena suas tr\u00eas ra\u00e7as formadoras: o branco europeu, o \u00edndio nativo e o negro escravizado.<\/p>\n<p>Depois da explora\u00e7\u00e3o e dizima\u00e7\u00e3o de muitas na\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas, a maior ferida, ainda latente, desse per\u00edodo, \u00e9 o preconceito contra o negro que ainda, vergonhosa e veladamente, insiste em se estabelecer nas rela\u00e7\u00f5es da nossa sociedade, por mais que, perante a lei, seja considerado crime.<\/p>\n<p>Curioso ter um sentimento ou atitude racista contra o negro, uma vez que suas heran\u00e7as gen\u00e9ticas, idiom\u00e1ticas, sociais e culturais estejam naturalmente inseridas no nosso modo de ser e agir.<\/p>\n<p>Sabe-se que o negro escravizado lutou para recuperar sua condi\u00e7\u00e3o primeira de indiv\u00edduo livre. Tamb\u00e9m houve aqueles que se prestaram \u00e0 entregar seus pr\u00f3prios irm\u00e3os de ra\u00e7a em troca de um ou outro benef\u00edcio, mas essa \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o da fraqueza humana, independentemente da ra\u00e7a.<\/p>\n<p>No sentido oposto, houve aqueles que nunca desistiram da ideia da reconquista da liberdade de seu povo, por mais que estivessem num pa\u00eds distante, com um idioma diferente e uma situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o muito favor\u00e1vel \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o do prop\u00f3sito.<\/p>\n<p>Dentre muitos n\u00e3o se pode deixar de falar de Zumbi dos Palmares, um conhecido l\u00edder quilombola, nascido em Alagoas em 1655, criado por um padre, batizado na Igreja Cat\u00f3lica, onde ajudava nas missas, al\u00e9m de estudar Portugu\u00eas e Latim.<\/p>\n<p>Zumbi foge para o Quilombo dos Palmares com 15 anos , onde obt\u00e9m reconhecimento pelas suas habilidades marciais. Aos 20, j\u00e1 era um respeit\u00e1vel estrategista militar e guerreiro.<br \/>\n1673 \u00e9 a data do primeiro registro hist\u00f3rico referente a Zumbi. S\u00e3o relatos portugueses sobre uma expedi\u00e7\u00e3o derrotada pelos quilombolas.<\/p>\n<p>Em 1678, o l\u00edder de Palmares, Ganga-Zumba, \u00e9 chamado a negociar com o governador da Capitania de Pernambuco em dar liberdade para os negros do Quilombo de Palmares perante a submiss\u00e3o \u00e0 Coroa Portuguesa. Ganga-Zumba aceita, mas Zumbi vai contra essa decis\u00e3o. Alega n\u00e3o poder dar a liberdade somente ao povo de Palmares havendo ainda milhares de outros negros escravizados. Por este ato, Zumbi se torna o novo l\u00edder de Palmares.<\/p>\n<p>Notando a dificuldade de derrotar o quilombo, contrata-se o bandeirante paulistano Domingos Jorge Velho, que com seus homens, recha\u00e7a e fere Zumbi, que foge.  <\/p>\n<p>Um ano depois, a 20 de novembro de 1695, Zumbi \u00e9 delatado por um antigo companheiro, e \u00e9 localizado, preso e degolado.<\/p>\n<p>A fama de Zumbi espalhou-se, at\u00e9 mesmo como lenda em nos lugares mais distantes, por\u00e9m fez despertar e fortalecer a conscientiza\u00e7\u00e3o da condi\u00e7\u00e3o a que o homem negro escravizado era submetido, como castigos severos, mutila\u00e7\u00f5es, sofrimentos agudos e penas de morte impostas pelos senhores e senhoras escravocratas. <\/p>\n<p>Muitos dos homens brancos da \u00e9poca come\u00e7am a n\u00e3o conceber mais aquela condi\u00e7\u00e3o e, aos poucos, os movimentos abolicionistas tomaram forma, penetrando em esferas mais politizadas e formadoras de opini\u00e3o. <\/p>\n<p>Um longo caminho foi percorrido at\u00e9 a liberta\u00e7\u00e3o dos escravos em 1888, com a assinatura da Lei \u00c1urea, pela Princesa Isabel. <\/p>\n<p>Apesar de contestada a forma como a liberta\u00e7\u00e3o dos escravos foi programada e promulgada e os interesses pol\u00edticos que concorreram para seu acontecimento, \u00e9 fato que um importante primeiro passo havia sido dado.<\/p>\n<p>Nossa regi\u00e3o, palco da cultura cafeeira com m\u00e3o de obra escravocrata, tem registro da influ\u00eancia dos negros que aqui viveram presentes na hist\u00f3ria, cultura, arquitetura, gastronomia, religiosidade, que podem ser explorados pela Rota da Liberdade, abrangendo Vale do Para\u00edba, Serra da Mantiqueira e Litoral, como parte do programa Rotas de S\u00e3o Paulo, da Secretaria de Estado do Turismo.<\/p>\n<p>Que passemos a refletir sobre o exerc\u00edcio da conscientiza\u00e7\u00e3o dia-a-dia, com o respeito \u00e0s heran\u00e7as gen\u00e9ticas, culturais, religiosas, sociais, idiom\u00e1ticas, entre tantas outras formadoras do povo brasileiro. Por essa pluralidade e pelo alto percentual de participa\u00e7\u00e3o nessa forma\u00e7\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel que seja tratada como algo isolado.<\/p>\n<p>Fonte: www.historiabrasileira.com.br \/ www.suapesquisa.com.br <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nossa cidade fez parte de um contexto econ\u00f4mico e social algumas dezenas de d\u00e9cadas atr\u00e1s que nos insere na hist\u00f3ria do negro em nosso pa\u00eds. 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