{"id":33482,"date":"2017-08-16T15:04:54","date_gmt":"2017-08-16T18:04:54","guid":{"rendered":"http:\/\/www.lorena.sp.gov.br\/wordpress\/?p=33482"},"modified":"2017-08-16T15:04:54","modified_gmt":"2017-08-16T18:04:54","slug":"inauguracao-da-matriz-de-lorena","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.lorena.sp.gov.br\/wordpress\/index.php\/2017\/08\/16\/inauguracao-da-matriz-de-lorena\/","title":{"rendered":"INAUGURA\u00c7\u00c3O DA MATRIZ DE LORENA"},"content":{"rendered":"<p>INAUGURA\u00c7\u00c3O DA MATRIZ DE LORENA<br \/>\n                                                          Silvio Junqutti.<\/p>\n<p>    \u201c&#8230;. A n\u00e9voa cobre os templos iniciais, embora n\u00e3o a ponto de ocultar os fundadores da Capela e do povoado: o grande capit\u00e3o das vestes de ouro, Bento Rodrigues, destemido entre os Caldeiras; e os com que com ele constitu\u00edram rendas para a Igreja, tr\u00eas bravos de prog\u00eanie dos Pereiras e dos Cola\u00e7os e Machados Jac\u00f4mes&#8230;\u201d<br \/>\n    Assentada numa pra\u00e7a \u00e0 beira do rio, a modesta capela apresentava no seu interior, a imagem antiga de Nossa Senhora da Piedade, com seu cora\u00e7\u00e3o de ouro e de grande devo\u00e7\u00e3o para os que iam e vinham das aventuras em busca do metal precioso, t\u00e3o cobi\u00e7ado naqueles tempos.<br \/>\n    Ali\u00e1s a devo\u00e7\u00e3o a Nossa Senhora da Piedade chegou at\u00e9 Minas Gerais, atrav\u00e9s dos aventureiros que passavam pelo arraial.<br \/>\n    Em 1718 \u201cda graciosa Vila de Santo Antonio das muitas gar\u00e7as brancas desmembrou-se o arraial da virgem e das tortas goiabeiras\u201d, sendo o primeiro vig\u00e1rio, o padre Pedro Vaz de Machado. Esta Igreja Matriz recebeu atrav\u00e9s dos tempos, varias reformas imperfeitas, chegando a determinada \u00e9poca a querer ruir-se.<br \/>\n    Tendo como ponto de partida a vultuosa contribui\u00e7\u00e3o financeira da Exma. Sra. Viscondessa de Castro Lima, mais doa\u00e7\u00f5es da Nobreza Imperial, e local, pequenas contribui\u00e7\u00f5es da popula\u00e7\u00e3o e extra\u00e7\u00f5es de loterias, trataram logo em planejar a constru\u00e7\u00e3o de nova Matriz, sob planta do grande engenheiro Ramos de Azevedo que depois cobriu-se de tantas glorias.<br \/>\n    A Matriz deveria permanecer voltada a sua faze para o Rio Para\u00edba e para a Serra da Mantiqueira, inicio da povoa\u00e7\u00e3o.<br \/>\n    As obras de demoli\u00e7\u00e3o do antigo centro religioso come\u00e7aram no dia 14 de outubro de 1886, nas proximidades da honrosa visita de Suas Majestades Imperiais a esta cidade em 18 do mesmo m\u00eas e ano, tendo sido come\u00e7ada as funda\u00e7\u00f5es em 13 de novembro de 1886.<br \/>\n    Os dois respons\u00e1veis pela constru\u00e7\u00e3o na nova Matriz e Casa Paroquial, foram os padre Jos\u00e9 Ferreira da Silva e o Conde de Moreira Lima.<br \/>\n    E quando tudo deveria acabar em abra\u00e7os fraternais, surgiram disc\u00f3rdias e acusa\u00e7\u00e3o m\u00fatua, tendo como centro da quest\u00e3o o setor financeiro das duas obras.<br \/>\n    Com esta rivalidade, houve at\u00e9 divis\u00e3o de opini\u00e3o publica. Mas para termino de tudo isto, o vig\u00e1rio acabou sendo transferido para a par\u00f3quia de Silveiras, em data de 17 de maio de 1891.<br \/>\n    Bem, conclu\u00edda a obra de deixar as cidades irm\u00e3s perplexas diante da beleza e riqueza da nova matriz, resolveu-se logo inaugur\u00e1-la.<br \/>\n    Para estes grandes dias, logo os respons\u00e1veis pelo Munic\u00edpio trataram de mandar limpar as ruas da cidade (ali\u00e1s eram poucas nesta \u00e9poca); os moradores pintaram as fachadas de suas casas, etc.<br \/>\n    Todos estavam preocupados em receber bem os visitantes para tal ocasi\u00e3o.<br \/>\n    Partiram da capital no dia 31 de dezembro de 1889, e aqui chegando no expresso desse mesmo dia, o Bispo Dom Lino Deodato e comitiva, procedendo \u00e0 tarde, a ben\u00e7\u00e3o solene do templo.<br \/>\n    A noite, foi efetuada a coloca\u00e7\u00e3o e deposito das sagradas rel\u00edquias para a sagra\u00e7\u00e3o do altar-m\u00f3r, sob invoca\u00e7\u00e3o de Nossa Senhora da Piedade, orago da Igreja e da Par\u00f3quia.<br \/>\n    Em seguida \u00e0 ben\u00e7\u00e3o, realizou-se a solene translada\u00e7\u00e3o da venerada imagem de Nossa Senhora da Piedade da Igreja de S\u00e3o Benedito, que estava servindo de matriz para o seu pr\u00f3prio e novo templo com extraordin\u00e1ria concorr\u00eancia e regozijo da popula\u00e7\u00e3o.<br \/>\n    No dia 1\u00ba de janeiro de 1890, festa da Circuncis\u00e3o do Senhor, sagrou-se o altar-m\u00f3r, bem como os dois laterais, introduzindo na cavidade central a autentica em pergaminho com as rel\u00edquias dos santos m\u00e1rtires, Ang\u00e9lico, Celestino e Teodoro, al\u00e9m do mais que prescreve o Pontifical Romano.<br \/>\n    \u00c0s 11 horas da manh\u00e3 come\u00e7ou a missa Pontifical, no novo altar-m\u00f3r.<br \/>\n    No dia 3, \u00e0 noite, dep\u00f3sito e exposi\u00e7\u00e3o das rel\u00edquias para a sagra\u00e7\u00e3o do altar de Nossa Senhora da Guia.<br \/>\n    No dia 4, sagra\u00e7\u00e3o desse altar, incluindo-se na cavidade central ou sepulcro, as rel\u00edquias dos santos m\u00e1rtires: Ang\u00e9lico, Fortunato e Celestino.<br \/>\n    Nesse mesmo dia, \u00e0 noite, exposi\u00e7\u00e3o e coloca\u00e7\u00e3o das rel\u00edquias para a sagra\u00e7\u00e3o do altar do Sagrado Cora\u00e7\u00e3o de Jesus.<br \/>\n    No dia 05, domingo, sagra\u00e7\u00e3o desse altar incluindo-se nesse sepulcro as rel\u00edquias dos santos m\u00e1rtires: Ang\u00e9lico, Fortunato e Aur\u00e9lio.<br \/>\n    No dia 7, no regresso da comitiva, foi celebrada missa pelo eterno descanso da Exma. Imperatriz e Virtuosa Excelsa Princesa Da. Teresa Cristina, falecida na cidade do Porto, a 28 de dezembro do mesmo ano findo. Foi neste mesmo dia administrado o Chrisma.<br \/>\n    A graciosa cidade de Lorena, viu-se em festa por uma semana e ali continua perp\u00e9tuo o templo, hoje Catedral, sem a presen\u00e7a do lend\u00e1rio rio que viu o arraial da Piedade nascer como um albergue \u00e0 beira da estrada.<br \/>\n   Ali, permanece o lar da Virgem como marco da presen\u00e7a constante da f\u00e9 de um povo bom e obreiro. Das tardes que se faz longe \u201ccomo pombos a fugir em nuvens de tranq\u00fcilidade a debaterem-se contra este c\u00e9u azul, manto desdobrado da Senhora e nossa da Piedade\u201d&#8230;<\/p>\n<p>Jornal Guaypcar\u00e9. Clarim da Saudade; Inaugura\u00e7\u00e3o da Matriz de Lorena. Silvio Junquetti. Lorena, agosto de 1993.<\/p>\n<p>Rosangela Malerba<br \/>\nBibliotec\u00e1ria-CRB\/4062<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>INAUGURA\u00c7\u00c3O DA MATRIZ DE LORENA Silvio Junqutti. \u201c&#8230;. 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